Semana passada, na aula, fizemos um debate sobre o Renascimento, tendo como foco principal Maquiavel, a conversa fluiu bem.
Maquiavel é considerado o ícone da Comunicação.
Fiz uma pesquisa sobre ele, indicada pelo professor.
Comecei a pesquisar e refletir.
Maquiavel aos 9 anos de idade viu pessoas serem mortas na sua frente (imaginem o que isso poder fazer na mente de uma criança).
A realidade da época era de uma situação política, social e ideologias conturbadas, em que pessoas para alcançarem seus objetivos faziam conchavos e tudo o mais. Praticavam, sem o menor respeito pelo ser humano, atos questionáveis.
Como podemos eleger alguém que pode perfeitamente ter deturpado sua visão, seus valores, sua percepção, já que era apenas uma criança quando presenciou atos tão cruéis, levados pelo objetivo do poder.
A mente deste menino pode ter sido abalada de tal forma que ele tomou como referência tudo aquilo e transformou em seu direcionamento ideológico.
Penso que para se haver uma mudança comportamental temos que romper os padrões enraizados de uma época.
Para que perpetuarmos estes valores como se fossem os mais corretos?
Por que “tem que ser assim” ou “é assim mesmo”?
Continuamos dando corpo e força a algo sem ao menos questionarmos e analisarmos os fatos, que eram comuns naquela época da história, sem que ao menos sintamos afinidade por tais idéias.
Prosseguimos alimentando este modo de pensar a agir, muitas vezes agindo e pensando da mesma forma.
Eu cheguei a falar que estamos em pleno renascimento, que ele é muito atual, mas no que se refere a aceitação (em determinados casos), parece que estamos na idade média, em que as pessoas tinham as “verdades” sem ao menos querer entender, aceitavam e pronto.
Temos que começar a questionar e através de pesquisas, poder analisar todo um contexto psicológico e histórico daqueles que transmitiram algo e não simplesmente aceitar tudo.
A base de toda e qualquer mudança é a observação e o entendimento de um ponto de vista, e isso se dá através do conhecimento partilhado e este nos traz a conscientização, assim poderemos transformá-lo, caso não seja o nosso modo de ser, ver e perceber (na avaliação de uma situação ou de alcançar um objetivo).
Pessoas conscientizadas não são manipuladas ou enganadas, serão apenas se quiserem.
Este foi um exemplo para que comecemos a quebrar os vínculos com padrões passados e começarmos a reescrever nossa história de uma maneira mais clara e verdadeira, condizente com nossa real postura e não seguindo outros “olhos”, mesmo que para isso saiamos da zona de conforto, que nos é propiciado por aquilo que conhecemos e todo este passado já conhecemos, então, como nos assustamos com o desconhecido continuamos a vivenciar e vivenciar tudo aquilo que ficou para trás.
Vamos começar a pensar, pois pensar não dói, só nos impulsiona para frente.
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